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DIARREIA AGUDA INFECCIOSA

Atualizado em 13/10/2026

 

A diarreia aguda é definida pela Organização Mundial da Saúde como “a mudança do hábito intestinal caracterizada pela ocorrência de eliminação de três ou mais evacuações menos consistentes ou líquidas” por dia, com duração de até 14 dias. Quando o quadro diarreico mantém sua duração além de 7 dias (até 14 dias), é classificado como diarreia aguda prolongada. Se a diarreia se mantiver por um período de 15 a 30 dias é considerada persistente e com duração superior a 30 dias, é denominada diarreia crônica. As diarreias agudas de origem infecciosa (gastrenterites agudas ou enterocolites agudas) são as mais frequentes e têm como principais agentes os vírus, as bactérias e os protozoários:

  • Vírus - rotavírus, coronavírus, adenovírus, calicivírus, norovírus e astrovírus, entre outros

  • Bactérias - E. coli enteropatogênica clássica, E.coli enterotoxigenica, E. coli enterohemorrágica, E. coli enteroinvasiva, Salmonella, Shigella, Campylobacter jejuni, Yersinia, Vibrio cholerae, entre outras

  • Parasitas - Entamoeba histolytica, Giardia lamblia, Cryptosporidium, Isosopora, entre outros 

 

Avaliação clínica

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Nesses casos, é comum a ocorrência de outros sintomas associados à diarreia, incluindo náuseas, vômitos, febre e dor abdominal. A diarreia deve ser bem caracterizada, principalmente quanto à duração, frequência e volume das evacuações, consistência e aspecto das fezes, presença de muco e sangue entre outros aspectos. Da mesma forma, os demais sintomas devem ser bem caracterizados semiologicamente. Ao exame físico, o abdome pode encontrar-se leve a moderadamente distendido, com ruídos hidroaéreos aumentados, hipertimpânico, presença de borborigmo. Atentar-se para a pele da região perineal ou das fraldas em lactentes, pois pode haver algum grau de assadura. Mas, o mais importante é definir o estado de hidratação do paciente, para melhor decidir sobre o plano terapêutico. Destacam-se:

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  • Estado Geral: A criança desidratada apresenta-se irritada, inquieta, ávida por ingesta de líquidos e a criança desidratada grave, encontra-se pálida, apática, letárgica, sonolenta, inconsciente, hipotônica.

  • Fontanela: No lactente que ainda apresenta fontanela, esta pode se encontrar deprimida (funda)

  • Olhos: Enoftalmia (olhos encovados, fundos) e choro sem lágrimas

  • Mucosa oral: Varia de ressecada a muito seca

  • Sinal da prega cutânea: A perda do turgor e elasticidade cutânea pode ser avaliada com esse sinal. Quando maior que 2 segundos, a desidratação pode ser grave.

  • Frequência cardíaca: Taquicardia compensatória

  • Pulsos: Pulsos periféricos finos ou ausentes

  • TEC: Maior que 2 segundos na criança desidratada. Se maior que 5 segundos o quadro é grave.

  • Pressão arterial: Em geral ela se mantém, graças aos mecanismos compensatórios. Se houver hipotensão, o paciente pode estar em choque hipovolêmico hipotensivo.

  • Diurese: Varia de oligúria a anúria, dependendo da gravidade da desidratação.

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O Ministério da Saúde atualizou, em 2023, o material que orienta sobre o manejo do paciente com diarreia aguda de acordo com seu estado de hidratação (planos A, B ou C):

diarreia aguda_MS2023.jpg.png

1. Variáveis para avaliação do estado de hidratação do paciente que têm maior relação de sensibilidade e especificidade, segundo a Organização Mundial da Saúde.
2. A avaliação da perda de peso é necessária quando o paciente está internado e evolui com diarreia e vômito.

(MINISTÉRIO DA SAÚDE, 2023)

TRATAMENTO

 

Reidratação

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O plano A consiste em liberar o paciente para casa, com as seguintes orientações:

  • Reconhecimento dos sinais de desidratação, preparo do soro e medidas de higiene em geral;

  • Aumento da ingesta de água, chás, sucos (não adoçados) e outros líquidos (exceto refrigerantes). O soro de reidratação oral (SRO) deverá ser oferecido após cada evacuação (aproximadamente 10 mL/Kg); 

  • Manutenção da alimentação habitual e continuidade do aleitamento materno, se for o caso;

  • Retorno para reavaliação em caso de piora da diarreia, vômitos incoercíveis, sede intensa, recusa alimentar, presença de sangue nas fezes ou diminuição da diurese;

  • Administração de zinco uma vez ao dia (para crianças até os 5 anos de idade), durante 10 a 14 dias.

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O plano B consiste em terapia de reidratação oral (TRO) na própria unidade de saúde, onde o paciente deverá permanecer até a sua completa reidratação. 

  • Calcular o volume de soro de reidratação oral entre 50 e 100 mL/kg, para ser oferecido durante 4 a 6 horas, fracionado em pequenos volumes, a cada 10 a 15 minutos. 

  • A alimentação só deve ser reiniciada após a  completa reidratação, exceto o aleitamento materno, que pode ser mantido durante a TRO, se for bem tolerado.

  • Se o paciente apresentar vômitos persistentes, deve-se administrar ondansetrona nas seguintes doses: 2 mg para lactentes acima de 6 meses de idade; 4 mg para pré escolares e escolares e 8 mg para adolescentes. 

 

Por exemplo, um lactente de 10 meses de idade, peso 8 kg, desidratado. A prescrição, com base no volume de 50 mL/kg para ser oferecido em 4 horas, ficaria assim:

8 kg x 50 mL = 400 mL.  O volume de 400 mL em 4 horas = 100 mL por hora (ou 25 mL de 15 em 15 minutos, durante 4 horas).

O paciente deverá ser avaliado periodicamente. Quando estiver reidratado, poderá ser liberado para casa, com orientações do plano A. Se houver falha no plano B, o paciente irá necessitar de cuidados do plano C em unidade de urgência ou em nível hospitalar.​

Sais de Reidratação oral

Apresentação: Envelopes contendo pó para reconstituição em 1 litro de água filtrada

Calcular a dose:

Prevenção da desidratação (Plano A): Prescrever 10 ml/Kg do soro para ser oferecido em casa após cada episódio de vômito ou diarreia.

Tratamento oral (Plano B): Calcular 15 a 20 ml/Kg/hora (fracionar em intervalos de 10 a 15 minutos) para ser administrado na unidade de saúde, durante um período de 4 a 6 horas.

O Plano C consiste em hidratação venosa (HV), preferencialmente em nível de serviço de urgência ou hospital. As orientações atuais do Ministério da Saúde preconizam administrar 30 mL/kg de soro fisiológico por via endovenosa, em um período de 30 ou 60 minutos, respectivamente para crianças maiores ou menores de 1 ano de idade. Após esse período administrar mais 70 mL/kg de soro fisiológico em um período variável de 2 horas e 30 min ou 5 horas, respectivamente para crianças maiores ou menores de 1 ano de idade. Diferentemente, as diretrizes do PALS (suporte avançado de vida em pediatria) da AHA (American Heart Association) recomenda, como fase de expansão volêmica, etapas de 20 mL/kg de soro fisiológico a cada 20 minutos até o desaparecimento dos sinais de desidratação (em geral, até três vezes), independente da faixa etária. Após a fase de expansão, pode ser prescrita a fase de manutenção (ver hidratação venosa).

 

Cerca de duas a três horas após o início da HV, se preconiza iniciar a administração oral de SRO em pequenos volumes, concomitantemente à fluidoterapia parenteral, de acordo com a aceitação do paciente. Isso pode acelerar sua recuperação e encurtar o tempo de tratamento venoso. Finalmente, quando o paciente for capaz de ingerir o SRO em quantidade suficiente para se manter hidratado, a HV pode ser interrompida. Somente quando houver melhora da desidratação, é que o aleitamento e a alimentação podem ser reintroduzidos.

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Voltando ao nosso exemplo do lactente de 10 meses de idade e peso 8 kg. Se o quadro fosse desidratação grave, a prescrição da etapa de expansão ficaria assim:

- Ministério da Saúde:

1º) 8 kg x 30 mL = 240 mL de soro fisiológico EV em 1 hora. 

2º) 8 kg x 70 mL = 560 mL de soro fisiológico EV em 5 horas.

- PALS/AHA:

8 kg x 20 mL = 160 mL de soro fisiológico em 20 minutos. Repetir esse volume até o desparecimento dos sinais de desidratação.

Intervenção Farmacológica

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O tratamento da doença diarreica aguda pediátrica fundamenta-se na reidratação e na manutenção da alimentação. O uso de intervenções farmacológicas exige avaliação criteriosa das evidências e das características clínicas e nutricionais da criança. Administração de  zinco, probióticos, racecadotrila e antibióticos apresentam indicações distintas, com diferenças na magnitude dos benefícios, na certeza das evidências e nas recomendações das sociedades científicas. A discussão dessas intervenções deve considerar sua efetividade, segurança e aplicabilidade ao contexto assistencial, evitando prescrições rotineiras sem benefício clínico demonstrado.

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1. Zinco
 

Revisão realizada em 2016 que incluiu 33 estudos e 10.841 crianças sobre o impacto da administração de zinco oral em maiores de seis meses, encontrou redução média de aproximadamente 11,5 horas na duração da diarreia e menor probabilidade de persistência até o sétimo dia. Em crianças desnutridas, a redução foi maior, aproximadamente 26 horas. O principal efeito adverso foi o aumento de episódios de vômitos, que foram mais frequente com as apresentações de sulfato de zinco. Apresentações com gluconato de zinco foram melhor toleradas. Não houve evidência suficiente de redução de mortalidade ou hospitalização [3]. 

O esquema apresentado pela Sociedade Brasileira de Pediatria e MS (2023) preconiza a dose de 10 mg/dia em crianças abaixo de seis meses e 20 mg/dia a partir dessa idade até os cinco anos. Manter a medicação por 10–14 dias.

 

Mais recentemente, em publicação da OMS de 2024, foi proposta uma atualização de dose em que a recomendação do zinco oral como adjuvante na diarreia aquosa aguda para crianças até dez anos passa a ser de 5 mg/dia de zinco elementar por até 14 dias. O uso do zinco na doença diarreica aguda, tem maior fundamento particularmente em populações vulneráveis [4]. O benefício não é igualmente demonstrado em todas as crianças, com resultados pouco convincentes em menores de seis meses e crianças bem nutridas com baixo risco de deficiência [3]. 

 

2. Probióticos
 

Quanto à indicação de probióticos na diarreia aguda, o ponto central é que a eficácia depende do tipo de microorganismo e da formulação. Ao considerar estudos com baixo risco de viés, revisão Cochrane em 2020, não encontrou redução da diarreia com duração ≥ 48 horas, numa coorte de 1.770 participantes. A redução média da duração foi de 8,6 horas, mas com intervalo de confiança compatível tanto com benefício quanto com ausência de benefício [5]. 
 

As diretrizes divergem:
- OMS 2024: Sugere não utilizar probióticos na diarreia aquosa aguda [4].
- ESPGHAN 2023: Permite considerar algumas espécies, mas não recomenda a prescrição rotineira de probiótico para toda criança com diarreia aguda. A cepa mais recomendada, mesmo assim com evidência baixa é o Saccharomyces boulardii. Se utilizado, deve-se reconhecer que o possível benefício é limitado e incerto. 
A mesma ESPGHAN desaconselha o uso de Bacillus clausii O/C, SIN, N/R e T, por falta de eficácia demonstrada [6].

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3. Racecadotrila
 

É uma medicação antissecretora cujo mecanismo é inibir a enzima encefalinase intestinal. Ao inibir a encefalinase, o medicamento preserva as encefalinas endógenas, reduzindo a perda de líquidos e eletrólitos na diarreia aguda sem alterar a motilidade do intestino. O documento da SBP de 2023 a apresenta como possível adjuvante, apoiado em diretrizes europeias e ibero-americanas, mas registra que ela não integra o plano de tratamento do Ministério da Saúde [1]. 
 

Revisão Cochrane de 2019, com sete estudos e 1.140 crianças [7], sobre a racecadotrila, concluiu que:
- pode reduzir o volume fecal, com certeza baixa;
- os efeitos sobre duração e número de evacuações permanecem incertos;
- não há benefício consistente sobre tempo de internação;
- a evidência não sustenta uso rotineiro.

 

Uma revisão publicada em 2026, de Bittar e colaboradores [8], avaliou cinco ensaios duplo-cegos, com 904 pacientes. Apenas um apresentou baixo risco de viés, sem benefício estatístico ou clínico significativo. Os autores concluíram que faltam evidências de alta qualidade para sustentar eficácia. Conclui que a prescrição rotineira de racecatdotrila não é sustentada por evidência robusta. 

 

4. Antibióticos
 

Na diarreia aquosa aguda não complicada, o tratamento com antibiótico não é recomendado. Somente devem ser indicados em casos de disenteria (diarreia com muco/pus/sangue) e comprometimento do estado geral ou em caso de cólera grave. Em outras condições, os antibióticos são ineficazes, causam resistência antimicrobiana ou eventos adversos e, portanto, não devem ser prescritos [1]. Quando indicados, a escolha do antimicrobiano irá depender do agente, da gravidade ou do risco de infecção invasiva [9]:

  • Shigelose/disenteria bacilar: Geralmente indicados. A escolha depende do padrão de resistência local.

  • Cólera grave:  Antibiótico indicado na faixa pediátrica: Azitromicina em dose única de 20 mg/kg, via oral

  • Campilobacter:  Considerar antibioticoterapia em doença grave, prolongada ou em pacientes com imunossupressão; benefício maior quando iniciados precocemente.

  • Salmonelose não tifoide: Considerar antibioticoterapia em lactentes menores de 3 meses, pacientes imunossuprimidos ou em casos de doença invasiva.

  • Sepse ou infecção entérica invasiva: Antibióticos indicados.

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Atenção: Em casos de suspeita de Escherichia coli enterotoxigência (STEC), produtora de toxina Shiga, deve-se evitar antibioticos, especialmente em casos de cepa O157 e cepas produtoras de toxina Shiga 2, pelo risco de síndrome hemolítico-urêmica. ​

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É importante destacar que a simples presença de sangue nas fezes por si só não deve levar à indicação de antibióticos, embora a OMS (2024) os recomende nesse cenário, em uma abordagem sindrômica. A Infectious Disease Society of America (IDSA) recomenda prudência quanto ao tratamento antimicrobiano empírico nesses casos, porque diarreia sanguinolenta também pode ser causada por STEC. Assim, sobretudo diante de dor abdominal intensa e pouca ou nenhuma febre, deve-se considerar essa etiologia e pesquisar toxina Shiga nas fezes quando disponível. 

Medidas profiláticas

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  • Ampla cobertura vacinal contra o rotavírus

  • Implementação de medidas educativas, como lavagem de mãos e higiene dos alimentos e do domicílio

  • Educação sanitária coletiva

  • Saneamento básico

  • Oferta do soro de reidratação oral (SRO) e água potável

  • Estímulo à amamentação 

Referências Bibliográficas

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  1. SOCIEDADE BRASILEIRA DE PEDIATRIA. Departamento Científico de Gastroenterologia. Diarreia aguda infecciosa. [S. l.]: SBP, 2023. 12 p. (Guia Prático de Atualização, n. 74). Disponível em: https://www.sbp.com.br/fileadmin/user_upload/sbp/2023/junho/14/24048aPRESS-GPA-Diarreia_Aguda_Infecciosa-pSITE.pdf. 

  2. BRASIL. Ministério da Saúde. Secretaria de Vigilância em Saúde e Ambiente. Manejo do paciente com diarreia: avaliação do estado de hidratação do paciente. Brasília, DF: Ministério da Saúde, 2023. 1 cartaz. Disponível em: https://www.gov.br/saude/pt-br/centrais-de-conteudo/publicacoes/svsa/doencas-diarreicas-agudas/manejo-do-paciente-com-diarreia-avaliacao-do-estado-de-hidratacao-do-paciente-arquivo-com-marcas-de-corte/view. 

  3. LAZZERINI, Marzia; WANZIRA, Humphrey. Oral zinc for treating diarrhoea in children. Cochrane Database of Systematic Reviews, [s. l.], n. 12, art. CD005436, 2016. DOI: 10.1002/14651858.CD005436.pub5. Disponível em: https://doi.org/10.1002/14651858.CD005436.pub5. 

  4. WORLD HEALTH ORGANIZATION. Guideline on management of pneumonia and diarrhoea in children up to 10 years of age. Geneva: World Health Organization, 2024. Disponível em: https://www.who.int/publications/i/item/9789240103412. 

  5. COLLINSON, Shelui et al. Probiotics for treating acute infectious diarrhoea. Cochrane Database of Systematic Reviews, [s. l.], n. 12, art. CD003048, 2020. DOI: 10.1002/14651858.CD003048.pub4. Disponível em: https://doi.org/10.1002/14651858.CD003048.pub4. 

  6. SZAJEWSKA, Hania et al. Probiotics for the management of pediatric gastrointestinal disorders: position paper of the ESPGHAN Special Interest Group on Gut Microbiota and Modifications. Journal of Pediatric Gastroenterology and Nutrition, [s. l.], v. 76, n. 2, p. 232–247, fev. 2023. DOI: 10.1097/MPG.0000000000003633. Disponível em: https://doi.org/10.1097/MPG.0000000000003633. 

  7. LIANG, Yi et al. Racecadotril for acute diarrhoea in children. Cochrane Database of Systematic Reviews, [s. l.], n. 12, art. CD009359, 2019. DOI: 10.1002/14651858.CD009359.pub2. Disponível em: https://doi.org/10.1002/14651858.CD009359.pub2. 

  8. BITTAR, Ivan et al. Efficacy of racecadotril in acute diarrhea in children: systematic review of double blind randomized clinical trials. European Journal of Clinical Pharmacology, [s. l.], v. 82, n. 1, art. 24, 2026. DOI: 10.1007/s00228-025-03927-2. Disponível em: https://doi.org/10.1007/s00228-025-03927-2. 

  9. SHANE, Andi L. et al. 2017 Infectious Diseases Society of America clinical practice guidelines for the diagnosis and management of infectious diarrhea. Clinical Infectious Diseases, [s. l.], v. 65, n. 12, p. e45–e80, 2017. DOI: 10.1093/cid/cix669. Disponível em: https://doi.org/10.1093/cid/cix669. 

Paracetamol 

Apresentação: solução (gotas) 200 mg/mL (cada gota tem aproximadamente 13 a 14 mg); comprimidos 500 mg

Calcular a dose: 10 a 15 mg/kg/dose

Posologia: A dose pode ser repetida a cada 4 a 6 horas em caso de dor ou febre.

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Dipirona

Apresentação: solução (gotas) 500 mg/mL (cada gota tem 25 mg); comprimidos 500 mg

Calcular a dose: 15 a 20 mg/kg/dose

Posologia: A dose pode ser repetida a cada 6 horas em caso de dor ou febre.

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Ondansetrona

Apresentação: comprimidos orodispersíveis de 4 ou 8 mg; ampolas de 4 mg/2 mL ou 8 mg/4mL (IM ou EV diluído em SF 0,9%)

Calcular a dose: 0,2 mg/kg (ou: lactentes de 6 meses a 2 anos = 2 mg; crianças de 2 a 10 anos = 4 mg; > 10 anos = 8 mg)

Posologia: A dose pode ser repetida a cada 8 horas em caso de vômitos persistentes.

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Azitromicina 

Apresentação: suspensão 200 mg/5 ml; comprimidos 500 mg

Calcular a dose: 10 mg/kg no primeiro dia e mais quatro dias na dose de 5 mg/kg/dia

Posologia:  24/24 horas

Duração do tratamento: 5 dias

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Ciprofloxacino

Apresentação: comprimidos 500 mg

Calcular a dose: 1 comprimido

Posologia:  12/12 horas

Duração do tratamento: 3 dias

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Ceftriaxona

Apresentação: Frascos de 500 mg ou 1 g (para aplicação IM)

Calcular a dose: 50 a 100 mg/kg

Posologia:  24/24 horas

Duração do tratamento: 3 a 5 dias

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Racecadotrila (Tiorfan®)

Apresentação: Sachês de 10 mg ou 30 mg (caixas com 10 ou 18 sachês); cápsulas de 100 mg (caixas com 6 ou 9 cápsulas)

Calcular a dose: 1,5 mg/kg/dose (ou: 3 a 9 meses: 10 mg; 9 meses a 3 anos: 20 mg; 3 a 8 anos: 30 mg; 9 a 14 anos: 60 mg (8/8 h)

Posologia:  8/8 horas

Duração do tratamento: o medicamento deve ser interrompido assim que cessar a diarreia

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Saccharomyces boulardii (Floratil® 200 mg)

Apresentação: envelopes com pó oral 200 mg (caixas com 4 ou 6 envelopes)

Calcular a dose: 1 envelope 12/12 horas

Posologia:  12/12 horas

Duração do tratamento: 5 dias

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